domingo, 28 de abril de 2013

Vai um pouco de nacionalismo aí?

Vivo lendo reclamações sobre tudo que acontece no Brasil, sempre com frases que comparam realidades totalmente diferentes ("Ah, mas na Europa não é assim!", "Se fosse nos EUA...") para desmerecer a nação em que vivemos. As queixas vieram a aumentar (e muito!) nos últimos anos por causa da exposição do Brasil na mídia internacional, tanto pelo fato de sediar eventos importantes, como Copa do Mundo, Olimpíadas e Conferências Ambientais, como pela crescente economia, que já está dentro do G8 (grupo das oito maiores economias mundiais).

A reação de inferioridade brasileira pode ser relacionada a cultura, que faz com que os que aqui nasceram desmereçam a nação, sempre idolatrando tudo que vem de fora. O tal ditado "a grama do vizinho é sempre mais verde" descreve bem o que descrevi. Aqui no Brasil, apoia-se tudo que vem de fora e critica-se tudo que seja nosso.

Essas atitudes são, com perdão da palavra, ridículas. Minha mãe uma vez me disse que se não valorizarmos o que é nosso, ninguém irá. E, como todos sabem, as mães não mentem. São pequenas coisas que impedem o nosso Brasil de dar um pulo de desenvolvimento, e esta, de não valorizar o próprio terreiro, é uma delas.

Perceberam que no parágrafo acima eu usei a expressão "nosso Brasil"? Aposto que você não ouve muito esta expressão nos dias de hoje, pois grande parte fala simplesmente "o Brasil". Peço a permissão para perguntar, cadê o nacionalismo? E o amor a pátria? Parece que não existe quando se está falando de Brasil. Não cantar o hino nacional, ou pior, não respeitar o momento do hino nacional é algo, no minimo, estranho.

Não estou dizendo para criarmos um sentimento nacionalista à lá George Bush, mas uma valorização, mesmo que pequena, daquilo que é nosso é uma boa opção para subir o conceito do país.

O Brasil tem tudo para se tornar uma das grandes potências mundiais nos próximos anos (mais do que já é), mas isto já está bem encaminhado. O que precisa ser resolvido é o sentimento do brasileiro para com o país, pois todos querem que ele prospere, mas não apoiam. O sentimento de inferioridade prevalece nesses assuntos.

Sim, estou falando que o Brasil precisa de um sentimento de nacionalismo por parte dos habitantes, pois mesmo que este sentimento já tenha causado guerras, genocídio e terrorismos, ele é essencial para o NOSSO Brasil no estágio de desenvolvimento em que ele está, desde que seja sem exageros  Não é só com críticas que se atinge os objetivos, mas sim quando concilia-se inteligentes questionamentos com um apoio a quem faz as coisas.

Quem tudo crítica perde a credibilidade, pois tudo tem um limite. Até porque é impossível que não tenha nada que funcione em um país com 197 milhões de habitantes.

A causa que eu luto? Por um Brasil melhor e mais brasileiro.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Exame Nacional do Ensino Médio

"É só uma prova..." disse o aluno a professora, que logo corrigiu-o "não é só uma prova... é A Prova!".

Pois é. O tão temido ENEM foi neste final de semana que se passou. Estudantes foram para as escolas no sabado e no domingo para fazer o tão temido teste, a prova de que todos os professores falam como se fosse um bicho de sete cabeças. E querem saber? Não é.

Sim, é uma prova absolutamente cansativa, o tempo (principalmente do segundo dia) é insuficiente e aturar pessoas abrindo cheetos do seu lado não é o que você espera quando vai fazer uma prova para decidir o seu futuro, mas isso não faz dela uma prova impossivel. Pra passar é só estudar e aprender a ficar 5 horas em uma sala fazendo uma prova.

Mas já que todos já falaram desses tópicos acima, vamos as considerações do ENEM 2012:

1º) Não foi só eu que percebi isso, mas a prova estava mais dificil que o ano passado. Exigia mais conhecimento do conteudo por parte do aluno.

2º) O tema de redação foi fantástico! Eu não esperava nenhum daqueles "possiveis" temas que todos comentava. RIO+20? Belo Monte? Mensalão? São assuntos muito ligados a politica. Não podemos esquecer que o ENEM é realizado pelo MEC.

3º) A organização tem que ser melhorada. Todo um estudo em cima do tempo até um estudo sobre o conforto das carteiras que os estudantes são obrigados a sentar para fazer a prova. Sim, esse novo formato do ENEM é ótimo, mas a cada ano o MEC tem que aprender com os erros, e não mante-los.

4º) A última consideração fica por conta de uma melhor escolha de questões. Várias questões de Linguagens traziam como tema o fato de a comunicação ser muito mais importante do que a o uso da linguagem culta, enquanto outras traziam palavras que nem quem lê muito conhece. Achei isso bem estranho, mas não é tão importante, pois as questões são feitas por professores diferentes.

Não posso deixar de lembrar da questão em que um trecho da letra de "A Dois Passos do Paraiso - Blitz" aparece. Podemos criar uma campanha por um ENEM com mais Blitz?

O exame vêm crescendo, prova disto é que não houve nenhuma grande falha como nos anos anteriores. Mercadante, continue fazendo um bom trabalho e o ENEM vai ser o que ele vale.

sábado, 6 de outubro de 2012

Eleições

Amanha, dia 7 de Outubro, o brasileiro vai as urnas decidir quem vão ser seus representantes no poder pelos próximos 4 anos. E o quanto mais a data da votação se aproxima, mais esse assunto entra em pauta, causando discussões com argumentos, às vezes, sem fundamento.

O que sabemos é que o Brasil é uma republica democrática. As regras são simples: o povo elege seus representantes, sendo que cada individuo tem direito a 1 voto. Muitos acreditam que o voto é um previlégio, mas ele é uma responsabilidade do cidadão com o país que vive, e deve ser tratado como tal.

Alguns relacionam, sem pensar duas vezes, a palavra "eleição" à perda de tempo, e não consigo entender o ponto de vista deles. Argumentos como "o meu voto é só 1 em milhões", "vou votar nulo porque é uma arma que o povo tem contra a corrupção" e "a eleição é ditada pelo interesse dos mais ricos" não são convincentes.

Sim, cada pessoa tem direito a apenas um voto, não importa se ela é rica ou pobre, índio ou carioca, mas todo voto conta, pois é uma ação comunitária que o ser humano faz para poder ter o direito de falar. Se a pessoa se abstém da decisão de quem vão ser os governantes, ela não tem direito de reclamar, pois a chance de mudar algo ela teve. Em 2010, no segundo turno, as eleições tiveram taxa de abstenção de 21,5%, ou 29,1 milhões de eleitores. Número que poderia mudar o resultado.

Sobre o voto nulo, sou totalmente contra. Utiliza-se do mesmo principio de fugir da responsabilidade dos argumentos anteriores. Dizem que políticos são corruptos, mas nem todos são. Com a internet não é tão difícil fazer uma pequena pesquisa sobre os candidatos e ler sobre o projeto "Fixa Limpa". O voto nulo não é a arma do povo, mas o voto em um candidato honesto é.

A democracia é uma ótima coisa para o país, mas parece que o brasileiro ainda não descobriu o valor dela.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um gênio


A exatamente um ano eu escrevi um texto. Não apenas um amontoado de palavras para formar uma volumosa redação. Eu escrevi sobre um ser humano, Steven Paul Jobs talvez um dos maiores gênios da humanidade, talvez não. 

Ele havia falecido naquele fatídico dia, e eu sei que nem tudo que coloquei naquele fragmento de texto é verdade. Ele não foi O Maior Gênio que a humanidade já viu, mas está entre Os Gênios da Humanidade, sem sombra de dúvidas. Não vou me estender defendendo o que penso sobre ele, se quiser se informar sobre este fantástico ser, leia a biografia dele.

E justo hoje, dia do aniversário de um ano da morte da pessoa que considero um dos meus maiores ídolos  conversava com alguns familiares discutindo sobre modelos de estudo e genialidade. Defendo, até o meu último suspiro, que a pessoa que estuda horas por dia, faz inúmeras atividades e tem concentração não é um gênio, e sim uma pessoa muito esforçada. Gênios são pessoas que, independente de estudos, possuem um dom natural para fazer as coisas. 

Consigo exemplificar muito bem o meu pensamento. Bill Gates, um dos maiores empresários do mundo é uma pessoa muito esforçada e trabalhadora. Isto o tornou o homem mais rico do mundo por algum tempo. Já o próprio Steve Jobs é um gênio  pois ele nunca se importou muito com estudos, sempre fazia o que queria. Inventou e aperfeiçoou inúmeros produtos que hoje usamos no dia-a-dia.

Tudo pode parecer bem subjetivo, mas há de se concordar que qualquer um pode ser um gênio incompreendido, principalmente quando se olha para a história e vê-se que Van Gogh só vendeu uma tela em vida. Normalmente eles não são, e por isso que eles fazem toda a diferença. Quando você menos espera, pessoas como eles surpreendem e podem mudar tudo.

E creio que o Steve Jobs fez isso mais de uma vez. Ele mudou tudo. Descanse em paz.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Em dia

Caramba! Meu último texto publicado aqui no blog foi a exatos 4 meses e 4 dias! Isso é muito tempo! Pode acontecer muita coisa durante esse periodo, inclusive eu ter ganhado na mega-sena (que, lamentavelmente, não aconteceu) ou ter sido preso (coisa que não aconteceu e nem irá).

Nesses 4 meses muita coisa mudou em tudo. Aconteceram coisas realmente fantasticas e coisas horriveis. Conheci pessoas, fiz amigos, fiz burradas e qualquer outra coisa que as pessoas com minha idade fazem. Mas algo em especifico que gostaria de compartilhar com vocês: Um texto meu foi publicado no jornal de minha cidade!



O texto "Prioridades" que escrevi ganhou espeço na página 2 do Diario Popular do dia 22/04/12. Um dia antes de uma importante manifestação contra a corrupção que ocorreu no municipio aonde moro. Se me permitirem expressar minha opinião de como foi ler meu nome abaixo de um texto na pagina 2 de um jornal, aonde normalmente se localizam cronicas de pessoas conhecidas e bem conceituadas (pessoas que considero que se encontram em outra categoria, bem acima da minha), eu fiquei simplesmente sem palavras. Foi uma grande satisfação poder ter um texto publicado, ainda mais um texto no qual eu expressei tudo que eu pensava sobre o assunto, criticando a todos os envolvidos (até a imprensa, que ironicamente publicou o texto depois). É ótimo ter um texto seu no jornal, mas o mais importante é saber que a minha critica chegou a publicos que meu blog não conseguiria alcançar. É muito satisfatorio.

Não sei se conseguiram pegar o que eu quis dizer com isso. Mas eu quis dizer que é uma responsabilidade enorme ter a sua opinião lida por diversas pessoas, e algumas vezes esse "poder" não é usado para a sociedade, mas contra ela. Este assunto está diretamente ligado a ideia central do texto "Prioridades" anteriormente escrito por mim.

A população quer que o jornalismo lhe auxilie a cumprir a cidadania, quer que o jornalismo volte a ser o famoso "Quarto Poder". O jornalista tem que ser o advogado da população, defendendo os cidadãos e revelando fatos.

O jornalismo foi criado para informar, não alienar.


PS: Assistam a nova produção do grande roteirista Aaron Sorkin, The Newsroom. É exatamente sobre transparencia no jornalismo. Os dialogos são incriveis e bem elaborados. Recomendo a todos os cidadãos do mundo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Filantropia e ajudas

O brasileiro realmente só me decepciona. Na escola aonde estudo pediram para os alunos levarem sabonetes para doarem para alguma instituição de caridade nessa semana santa. Atitude nobre do colégio, que sempre que tem a oportunidade ajuda quem precisa e pede a ajuda de nós, alunos, para cumprir a meta. Bom, eles tinham pedido para levar sabonete a umas duas semanas. A data para deixar o sabonete com a direção era até hoje. Quando foram entregar os quatro sabonetes que minha turma de trinta e quatro pessoas levaram, descobriram que eram os únicos quatro sabonetes que doaram. Do ensino médio inteiro.

Quase duzentos alunos para quatro sabonetes. No minimo decepcionante. Mesmo eu, que não sou um fã do cristianismo sei que ajudar ao próximo é uma doutrina da religião que tem mais adeptos no Brasil. Mas aonde está essa ajuda? Não é assim que se é salvo para ir para o céu? Ou é doar tudo que tem para a igreja?

Mas esse não é um texto sobre religião. É um texto sobre vergonha. Vergonha da falta de comprometimento das pessoas com coisas realmente importantes. O brasileiro está com problemas quanto a prioridades (assunto já abordado no texto anterior).

A pouco tempo, os alunos da mesma classe que eu estavam programando um amigo choco a certo ponto que utilizaram tempo de uma aula para discutir os detalhes da confraternização. Todos opinavam e falavam sobre isso. Mas quando o aviso de que a escola sugeriu que os alunos doassem algo que realmente poderia fazer uma diferença, as pessoas ouviram caladas, não anotaram nada sobre aquilo e depois viraram para conversar com o colega ao lado sobre outro assunto completamente diferente.

E não entendo. Juro que tento. Ajudar alguém que não tem condições é ótimo. Mesmo que seja com coisas banais para nós como um sabonete. A sensação é incrível. Se você nunca ajudou alguém trate de ajudar. Pois é algo realmente bom. Te faz sentir melhor fazer alguém se sentir bem. Te faz te sentir mais humano.

Então, o ser humano se esqueceu disso. Dando prioridade a uma coisa supérflua enquanto alguém está lá fora, sem tomar banho não porque está com birra com a mãe, mas sim porque não tem condições para ter uma higiene que deveria ser um direito de todos.

Prioridades.

Estava na aula de inglês quieto no meu canto resolvendo minhas atividades sobre pronomes reflexivos enquanto o professor aplicava o teste oral em uma garota na sala (pare de pensar nisso, mente poluida!) e ele pergunta a ela, em inglês obviamente, quem ela acha que seria o futuro presidente do Brasil. A garota se confunde e diz um não sei. Depois completa dizendo que acha que será a Dilma de novo. O professor segue com o teste e pergunta pra ela quem ela acha que é considerado o melhor jogador de futebol do mundo. Ela, sem titubear, responde "Neymar" acompanhado de uma risada.

Não sei se entenderam o proposito dessa narrativa no primeiro paragrafo. Quero, com isso, abrir os seus olhos para a prioridade invertida do brasileiro. Não que o futebol seja um esporte ruim. Não. É ótimo! Eu adoro. Mas não é a coisa mais importante do mundo. É apenas uma diversão. Uma distração dos problemas do dia-a-dia. Não é um instrumento para alienar a sociedade. Ou pelo menos não deveria ser. Ouvi hoje uma comparação muito boa do futebol com a politica do pão e circo. Lamentavelmente chegamos a esse ponto.

O brasileiro se esqueceu do que é realmente importante. É legal saber o nome do jogador e sua idade, mas será que isso é mais importante do que saber sobre politica? Não acho. Politica está diretamente ligada a nossa vida. Temos que nos informar. Viver na ignorância não é uma escolha nesse assunto. Principalmente no Brasil aonde o voto é obrigatório.

A mídia também não ajuda. Dar prioridade a um jogo entre Milan e Barcelona que é apenas uma diversão televisionada para o mundo todo a qualquer assunto politico diretamente ligado a estrutura do pais e seu funcionamento é no mínimo inaceitável. Estão colocando apenas o que acham que devemos saber para nós. Isso é inaceitável.  Diversão é diversão. Assunto sério é assunto sério.

A informação nunca é demais. Contanto que se tenha prioridades.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pirataria e geográfia

Você pode estar pensando que eu não esteja com nada pra fazer pra postar tantos textos grandes assim, e não é só isso. Tanto é que no tuiter escrevi o seguinte:

                                                    RT: @alvarobpjr: Estou entediado, pra baixo, triste, doente, cansado e com vontade de morrer. Acho que vou é escrever uns 3 textos.

Em partes é verdade, mas é mais por causa de uma coisa que descobri hoje que me deixou realmente triste e desorientado com a vida.

Mas não é sobre isso o texto. Queria comentar um pouco com vocês sobre a pirataria. Antes de mais nada, gostaria de dizer que tenho uma opinião bem definida sobre pirataria.

Sou contra. Não é certo com os artistas, ou com os donos do direito vender (veja que está destacada a palavra) o produto deles sem dar nenhuma porcentagem ao criador de tal coisa. Mas, as leis estão ficando muito rígidas. Leis que antes eram totalmente contra um monopólio de algo (chegando até a dividir a AT&T nos EUA em várias operadoras) estão favorecendo estúdios e artistas que cobram absurdos por suas criações. Deixando-as inacessíveis as pessoas que não tem condições de pagar tal fortuna por um produto que esperam gostar (as pessoas não podem ver, ouvir, experimentar o produto antes).

Outro grande problema que eles não levam em conta para os fãs que desejam os produtos, é a posição geográfica. Um DVD das 4 primeiras temporadas de Doctor Who custa, aproximadamente, R$200,00 comprado diretamente do eBay inglês. E o DVD nem legenda em português tem. Em outras palavras, eu pagaria uma fortuna por um produto, sendo que ele não atende completamente as minhas necessidades.

O que então eu posso fazer para ter acesso ao conteúdo, se não tenho uma boa opção para comprar o produto que eu estaria disposto a comprar, mesmo sendo uma fortuna e não atendendo minhas necessidades por completo? Bom, poderia recorrer ao download do conteúdo por sites de compartilhamento de arquivos na internet. Poderia. Se o monopólio não tivesse sido criado no mercado de conteúdo, fazendo com que os sites sejam fechados.

No Brasil eu não posso assistir Doctor Who (ainda, a TV cultura vai começar a passar!!) ou Sherlock e não tenho oportunidade de adquirir o conteúdo por um preço em conta, e ainda quero acompanhar a série. Mas não posso. 

Estão me privando do acesso ao conteúdo. Só porque dei o azar de nascer na parte errada do mundo. Lamentável.

Futuro

Já escrevi alguns textos sobre o que eu quero para o meu futuro. Mas realmente é difícil estabelecer uma meta para a sua vida quando você tem a idade que tenho. Pra você ter uma ideia, ainda não tenho nem certeza de qual curso superior irei cursar. Sim. Direito ou engenharia? Publicidade ou jornalismo? Muitas opções, as vezes, acabam tornando mais difícil a escolha de algo do que quando as opções são escassas.

Mas por que estou voltando neste assunto? Bom, nesses últimos dias vi muitos amigos falando sobre o que querem fazer da vida. Como faço curso técnico de química, a grande maioria das pessoas da minha sala estão pensando em seguir neste segmento mesmo. É até interessante, mas não acho que é pra mim. O motivo? Bom, falar que não gosto de biologia pode ser um?

Quando falo que quero ser uma pessoa que vai tentar fazer a diferença em alguma coisa, algumas pessoas me olham espantados. Quando falo que não irei me contentar apenas com uma casa legal, uma boa condição de vida e uma família pra cuidar, pessoas se surpreendem. Não. Apesar do que já disse muitas vezes que só quero ficar rico na minha vida, isso não é só o que eu quero para mim.

Eu quero é mudar o mundo!

Quero fazer algo diferente para esse mundo. Deixar um legado. Não apenas a minha genética. Clique no link acima. Um texto que fiz ano passado, mais ou menos na época que o Steve Jobs renunciou ao seu cargo de CEO da Apple. Ele é uma pessoa que deixou sua marca no mundo. Seja por suas criações ou por suas palavras.

Não que eu queira inventar alguma coisa que vá revolucionar o mundo. Para fazer algo diferente, não precisa que eu seja famoso. Eu espero ser um ativista, que tenha um dinheiro para poder fazer as coisas que achar que são certas. Para ajudar quem precisa. Não simplesmente um magnata frio e ambicioso. Minha ambição não é gananciosa. Minha ambição é a necessária para se viver num mundo como esse.

Quem não gostaria de sentar do lado de crianças famintas (que hoje, lamentavelmente, existem aos montes) e ver a felicidade em seus rostos quando estiverem comendo. Comida. Saúde. Coisas que para pessoas de classe média que nunca passaram dificuldades parecem banais, para eles são preciosidades. A alegria dessas pessoas que mais precisam, eu espero que seja o meu combustível para fazer alguma coisa.

O mundo não é um lugar ruim. As pessoas que se tornaram frias.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Musicas, letras e rebolation

Eu sou uma pessoa que aprecia muito o barulho produzido por instrumentos musicais (algumas vezes chamado de musica, ou só barulho mesmo). Mas não sou igual a maioria das pessoas da minha idade. Hoje as pessoas gostam cada vez mais de musicas obvias, retardadas e provocativas (esses são os barulhos) que só servem para as pessoas se esfregarem nas micaretas aonde se pega AIDS pelo ar.

O Brasil vem se tornando tão pobre musicalmente que chega a ser triste. Um exemplo para isso são os três últimos sucessos que tivemos que forçadamente ouvir. Rebolation, Liga da Justiça e Ai Se Eu Te Pego. Três "sucessos" que o povo consagrou. Três "sucessos" aumentados ao extremo pela Globo só para ganhar mais e mais audiência. Três "sucessos" pobres.

Musicas sem nenhum proposito, barulhos afinados e com algum vocal. Mais nada. É disso que o brasileiro está gostando. Pior, o brasileiro está ouvindo isso no dia a dia. Lamentavelmente.

A musica era para ser uma obra de arte. Uma diversão para que as pessoas pudessem parar para ouvir e pensar sobre aquilo que lhes passava pelos ouvidos. Não uma justificativa para pegar AIDS.

O Brasil empobreceu sua cultura aceitando Michel Teló, Parangolé e companhia como bandas/cantores famosos. Um país que já teve grandes bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Engenheiros do Havaí e Charlie Brown Jr., além de cantores como Roberto Carlos, Cazuza e Caetano Veloso não merece ver seu legado destruído a pó por musicas bobas e fáceis, que não precisam de nenhuma interpretação de quem está ouvindo.

Isso que eu vejo hoje no mundo musical é um reflexo da preguiça dos seres humanos no mundo da arte. Uma pena.

Olha que eu nem falei do funk.


A verdade é que a musica brasileira morreu junto com Renato Russo.