quarta-feira, 4 de abril de 2012

Filantropia e ajudas

O brasileiro realmente só me decepciona. Na escola aonde estudo pediram para os alunos levarem sabonetes para doarem para alguma instituição de caridade nessa semana santa. Atitude nobre do colégio, que sempre que tem a oportunidade ajuda quem precisa e pede a ajuda de nós, alunos, para cumprir a meta. Bom, eles tinham pedido para levar sabonete a umas duas semanas. A data para deixar o sabonete com a direção era até hoje. Quando foram entregar os quatro sabonetes que minha turma de trinta e quatro pessoas levaram, descobriram que eram os únicos quatro sabonetes que doaram. Do ensino médio inteiro.

Quase duzentos alunos para quatro sabonetes. No minimo decepcionante. Mesmo eu, que não sou um fã do cristianismo sei que ajudar ao próximo é uma doutrina da religião que tem mais adeptos no Brasil. Mas aonde está essa ajuda? Não é assim que se é salvo para ir para o céu? Ou é doar tudo que tem para a igreja?

Mas esse não é um texto sobre religião. É um texto sobre vergonha. Vergonha da falta de comprometimento das pessoas com coisas realmente importantes. O brasileiro está com problemas quanto a prioridades (assunto já abordado no texto anterior).

A pouco tempo, os alunos da mesma classe que eu estavam programando um amigo choco a certo ponto que utilizaram tempo de uma aula para discutir os detalhes da confraternização. Todos opinavam e falavam sobre isso. Mas quando o aviso de que a escola sugeriu que os alunos doassem algo que realmente poderia fazer uma diferença, as pessoas ouviram caladas, não anotaram nada sobre aquilo e depois viraram para conversar com o colega ao lado sobre outro assunto completamente diferente.

E não entendo. Juro que tento. Ajudar alguém que não tem condições é ótimo. Mesmo que seja com coisas banais para nós como um sabonete. A sensação é incrível. Se você nunca ajudou alguém trate de ajudar. Pois é algo realmente bom. Te faz sentir melhor fazer alguém se sentir bem. Te faz te sentir mais humano.

Então, o ser humano se esqueceu disso. Dando prioridade a uma coisa supérflua enquanto alguém está lá fora, sem tomar banho não porque está com birra com a mãe, mas sim porque não tem condições para ter uma higiene que deveria ser um direito de todos.

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