quarta-feira, 4 de abril de 2012

Prioridades.

Estava na aula de inglês quieto no meu canto resolvendo minhas atividades sobre pronomes reflexivos enquanto o professor aplicava o teste oral em uma garota na sala (pare de pensar nisso, mente poluida!) e ele pergunta a ela, em inglês obviamente, quem ela acha que seria o futuro presidente do Brasil. A garota se confunde e diz um não sei. Depois completa dizendo que acha que será a Dilma de novo. O professor segue com o teste e pergunta pra ela quem ela acha que é considerado o melhor jogador de futebol do mundo. Ela, sem titubear, responde "Neymar" acompanhado de uma risada.

Não sei se entenderam o proposito dessa narrativa no primeiro paragrafo. Quero, com isso, abrir os seus olhos para a prioridade invertida do brasileiro. Não que o futebol seja um esporte ruim. Não. É ótimo! Eu adoro. Mas não é a coisa mais importante do mundo. É apenas uma diversão. Uma distração dos problemas do dia-a-dia. Não é um instrumento para alienar a sociedade. Ou pelo menos não deveria ser. Ouvi hoje uma comparação muito boa do futebol com a politica do pão e circo. Lamentavelmente chegamos a esse ponto.

O brasileiro se esqueceu do que é realmente importante. É legal saber o nome do jogador e sua idade, mas será que isso é mais importante do que saber sobre politica? Não acho. Politica está diretamente ligada a nossa vida. Temos que nos informar. Viver na ignorância não é uma escolha nesse assunto. Principalmente no Brasil aonde o voto é obrigatório.

A mídia também não ajuda. Dar prioridade a um jogo entre Milan e Barcelona que é apenas uma diversão televisionada para o mundo todo a qualquer assunto politico diretamente ligado a estrutura do pais e seu funcionamento é no mínimo inaceitável. Estão colocando apenas o que acham que devemos saber para nós. Isso é inaceitável.  Diversão é diversão. Assunto sério é assunto sério.

A informação nunca é demais. Contanto que se tenha prioridades.

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